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THRASHERA – FOR ALL DRUNKS ‘N’ BITCHES (Kill Again Records – 2014)

dezembro 11, 2014 9:39 pm by: A+ / A-

10169377_839127166103001_7291423598427062854_nQuem foi que disse que somente o Matanza possui música pra beber e brigar? E quem disse que somente o RxDxPx é beber até morrer? O Thrashera vem com seu 1° debut mostrar que a garrafa de cachaça é maior do que imaginado. Após algumas demos e sua variedade de materiais lançados, vemos que o aguardado e alcoolizado (1000 desculpas, Alexandre Chakal, é muita coisa pra um headbanger só) somente evoluiu e demonstrou a realeza de produzir um Thrash/Speed Metal de responsabilidade. Ainda bem que a banda não seguiu os padrões de bandinhas novas e aquelas modistas. Adeptos de uma sonoridade oitentista bem despojada e agitada, dando uma aula em muitas bandas mais veteranas nacionais do gênero, é como se tivéssemos um belo mix de Thrash com Rock’n’Roll mais negro, como o Midnight e o próprio Motörhead. Bem ”FUCK YOU AND DIE, LETS BEER” aos apreciadores de bebida alcoólica regada a um bom metal no volume máximo.

Com muita inspiração temos nos vocais algo que diferenciou de tudo anterior, temos realmente um vocal não enjoativo e que soa forçado mas sem estragar o som (Parece que se encaixa com o vocal e nada mais), guitarra bem ao estilo do Metal dos 80, baixo bem evidente (Destacando as faixas: ”The Black ‘n’ Roll”, ”Bar Culto ao Metal” e ”Boteco Selvagem”) e firme na marcação necessária, e batera com ritmo e viradas bem feitas (Vale lembrar do pequeno blast bleast que há em ”Mad Thrasher”), fora os bumbos duplos aparecendo bem e na hora correta. A produção visual é bem esculachada mesmo, sem muitas firulas e o ”Godfather” da cachaça ao lado de duas vadias audaciosas (E as letras falam nitidamente de mulheres, quem não gosta?!), como é a sonoridade propriamente dita da banda. É muito ALCOOLIC NIGHTMARE, caralho. Já a produção sonora é meio abafada, sem aquela coisa gringa convencional, crua e sem muita frescura. Se não gosta, devolva o CD, recomendo logo. Um expediente que, bem utilizado, rende bons frutos até nas letras, como vemos em discos como e ‘The Day of Wrath’, do Bulldozer e ‘Obcecado por Sangue’, do Flagelador.

Vou ser sincero, quando vi a ”Alcoolic Nightmare” pensei: ‘Porra, essa faixa de novo? Se for como o estado que os caras estavam na demo pulo logo’. Mas me enganei, se eles estavam bêbados na gravação dessa vez ficou muito melhor, repeti a faixa aproximadamente 20 vezes e repito inúmeras vezes toda vez que ouço. Até o inglês ficou melhor e ”rasbicado”. Não vejo a hora de presenciar um show desses caras e dizer: ”TOOMA CACHAÇA, CARAAAI”.  Vale lembrar que dessa vez para gravação dos baixos teve ‘Bitch Hunter’.

Há pontos que me incomodei bastante. Primeiro ponto: que letrinhas miúdas. Porquê não mudaram a fonte e o tamanho? Segundo ponto: Foi um erro ou azar meu em relação a troca de faixas? Quando ouço a faixa 4 toca ”The Black ‘N’ Roll” e quando ouço a faixa 5 é ”Strike Of The Bicth” Terceiro ponto: ficou desorganizado a bersa as letras. Os lugares foram trocados e ficaram meio ”apertadas”, causando confusão mental e deixando a dúvida. Mas tudo isso será ajustado nos próximos lançamentos, não é verdade?! Sei que irão.

Sei de uma coisa, a banda é fenomenal e mete a mão na cara em muitos por fazerem um som de extrema qualidade e que merece ser ouvido todos os dias.

Contatos: http://www.myspace.com/thrashera666 – thrashera666@gmail.com

Por: Pedro Hewitt

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