quarta-feira , 12 dezembro 2018

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INNER CALL – Heavy Metal Tradicional Made in Bahia…

novembro 12, 2018 7:00 pm by: A+ / A-

Nem tudo é Metal extremo na Bahia, o estado é conhecido na cena como um vetor de bandas de Death, Black Metal, mas algumas bandas fogem deste círculo e a INNER CALL é uma delas. A seara da banda é um competente e instigante Heavy Metal Tradicional e com flertes com o Thrash Metal, aproveitamos a oportunidade que a banda lançou recentemente o EP “Elementals” e conversamos com o baterista Luiz Omar Gonçaalves, confira!!!

1 – Omar é um prazer está aqui finalmente realizando esta prometida entrevista, esta que é merecida já que aqui só entrevistamos quem nós achamos que efetivamente merece. Agora me satisfaça uma curiosidade pessoal, você como membro fundador da banda tem um background/trajetória mais ligado ao Death e Thrash Metal já integrara bandas destes estilos, o que ocasionou esta guinada para ares do Metal Tradicional?

Luiz Omar (bateria) – Olá, Jaime. O prazer é todo meu em participar da entrevista. Obrigado pelo espaço. Eu, como ouvinte, aprecio o Heavy Metal em toda sua essência e estilos. E como músico sempre tive uma paixão maior pelo Heavy tradicional com a fusão que deu origem ao Power/Thrash/Speed. Lembrando que o Power antes era referência a bandas como o Saxon. Daí a facilidade em transitar por esses estilos. No repertório do Inner Call você encontrará músicas mais puxadas ao Thrash.

2 – Verdade, na musicalidade do INNER CALL é perceptível esta ligação com o Thrash Metal, como gosto muito tanto de um como do outro está tudo certo rsrsrsrs. Vamos filosofar um pouco, o nome da banda me chama atenção, há uma intenção espiritualista nele – sem maniqueísmo algum que fique claro – ?

Luiz – Quando compusemos a música Inner Call, cuja letra é bem introspectiva, trata muito do eu interior, ainda girávamos como “On the Rocks” e foi quase que instintivo a mudança para Inner Call. Gostávamos muito da música e da mensagem, soa forte, introspectivo. A parte mais espiritual, digamos assim, remete ao fogo fátuo, que é a força interior, a alma do ser. Mas, nada, além disso.

3 – Exatamente o que achava, sem cunho religioso, mas com algo intrinsecamente introspectivo, muito bom e inteligente, tanto a música como acertadamente a mudança de nome, o anterior me perdoe era deveras comum rsrsrsrs. Eu estou respondendo uma entrevista para um zine excelente lá do Piauí, do metalbrother Carlos, trata-se do Pecatório Zine. Uma das perguntas ele me questiona sobre a questão da divulgação. Vou aqui repassar uma parte da pergunta e gostaria que você respondesse sobre o que tua banda pensa e como ela se insere no contexto:

“Você acredita que existem claramente dois tipos básicos de bandas que surgem no underground, aquelas que são underground de fato e buscam o reconhecimento ao longo do tempo pelo trabalho realizado é aquela que usam Underground apenas como um degrau, trampolim ou etapa obrigatória para chegar aí mainstream?”

Luiz – Jaime, dentre as bandas que querem trabalhar sério, eu acredito que existam dois tipos de bandas: as que querem fazer sucesso e viver de sua música, ser grandes de fato (que músico não monta uma banda sonhando em ser um Maiden, um Metallica?) e vão trabalhar obstinadamente para chegar lá. Mesmo conscientes de que isso talvez não ocorra. E as bandas que também querem viver de sua música, ser grandes. Mas, sem o objetivo de atingir o topo. Alguns querem ter o controle de suas vidas e carreiras e talvez seja por isso que vemos bandas extremamente talentosas e que não são mega bandas. Não acredito no lance de usar o underground apenas como trampolim. Embora acredite que existam sim bandas que cultivem a ideia do underground como estilo de vida, querem ser exatamente assim sempre.

4 – Agora me permita uma crítica, a INNER CALL teve uma parceria com uma agência que fez algo no exterior, mas eu tenho uma memória boa e a pessoa por trás da mesma é um RIP OFF que deixou muita gente na mão quando tinha um selo aqui no Brasil. Vi um anuncio do mesmo num fanzine impresso e a propaganda é muito linda prometendo mundos e fundos mas é mirabolante e de boa bem parecido com promessa de político, da boca pra fora.

Luiz – Saia justa hein?!?! Mas, vamos falar abertamente. Quando eu contratei a coletânea, não tinha noção de casos passados (tenho a péssima mania de confiar nas pessoas, invariavelmente levo algum cano. Mas…) e achei a proposta interessante, apesar de achar o valor alto. Mas, era uma oportunidade de chegar a lugares onde o Inner Call ainda não havia chegado. E, confesso pra você (aínda bem) que o resultado foi positivo. Tanto que participamos uma segunda vez. Quero deixar aqui um comentário sobre as diversas coletâneas que giram pelo país. Muitos oferecem mundos e fundos, principalmente no que tange a divulgação, que é o que a grande maioria das bandas precisa. E muitas vezes se aproveitam disso…. Já caí nesse golpe. Isso é péssimo para a banda e muito pior para a cena. Deixamos de acreditar em qualquer um e com isso, projetos bons vão para o vinagre. Quero aproveitar o ensejo para parabenizar Vlad e a Black Order pelo projeto “Darkness Sets In”. Projeto simples (para as bandas) direto e objetivo. E abrangendo toda a Gama do Metal baiano, por um valor justo. Que mais projetos semelhantes ocorram. Vida longa ao Metal. Vida longa ao Metal nacional. Vida longa ao Metal baiano.

5 – Verdade tem muito pilantra no nosso meio: pseudo-bangers, pseudo-produtores, pseudo-assessoria, pseudo-selo, larápios que não honram compromissos e outros atos asquerosos. Além desta “agência” o INNER CALL caiu nas teias de mais alguém?

Luiz – Coisas pequenas, nem merece o crédito. Infelizmente estamos sujeitos a esse tipo de oportunistas, por melhor que selecionemos com quem trabalhar. Espero não ter mais surpresas desagradáveis em projetos futuros. Tem muita gente pomposa, de fachada bonita, mas com um depósito bem bagunçado.

6 – Sei que a banda esteve envolvida em compilations no exterior, isto de fato chegou a despertar o interesse de alguma gravadora gringa em lançar o INNER CALL?

Luiz – Sim, estivemos presentes em coletâneas no exterior. Três, para ser mais exato. Repercussão excelente, marcamos nosso nome em territórios que não havíamos chegado, ainda. Recebi contato de muitos selos e distros. Mas, ainda não é o momento. Pelas condições propostas, que fique bem claro. Creio que poderemos ter condições melhores num futuro bem próximo. 2019 está se mostrando muito promissor nesse sentido. Creio que teremos novidades em breve.

7 – A banda lançou seu debut álbum em 2016, “Inner Call”; posteriormente (2017) um single para dai lançar o EP “Elementals” agora em 2018. Pode-se dizer que há uma diferença significativa entre ambos?

Luiz – Eu diria a você que sim, há uma mudança de sonoridade entre um álbum e outro. Não que tenha havido a busca por essa mudança, foi naturalmente. Novos músicos, que participaram mais ativamente das composições e, principalmente, maior proximidade do processo de gravação e mixagem. Tudo isso contribuiu para que encontrássemos nossa sonoridade ideal, que já foi buscada no primeiro álbum.

8 – Diante de sua assertiva posso deduzir que a banda está mais coesa e agindo com uma maior sinergia e com isto encontrando seu Norte?

Luiz – Exatamente. Com os ensaios mais frequentes, discussão sobre as composições, maior interação vamos encontrando nosso ponto de fusão, nosso norte musical mesmo. Inclusive, convém frisar, algumas músicas do EP já estavam compostas na época do debut e somente agora achamos o “ponto ideal” delas.

9 – Excelente, portanto continuando minhas deduções o segundo álbum trará um INNER CALL ainda mais centrado e com sua musicalidade acentuada, nos diga já há um segundo full álbum á caminho? O que pode ser revelado neste momento?

Luiz – Não tenha dúvidas!!! Um novo álbum trará um Inner Call mais afiado, mais maduro pela ótima sequência de shows e mais coeso. Já está no radar a gravação de novas músicas em 2019. Já temos nove músicas para trabalhar e, com certeza nesse processo outras deverão ser compostas. E posso adiantar que o material está matador, seguindo a linha de “Elementals”. Em breve teremos novidades.

10 – Aguardemos, agradeço a gentileza da atenção dispensada e fique à vontade para suas considerações finais.

Luiz – Obrigado Jaime pelo espaço e pelo ótimo suporte que estamos tendo do “The Metalvox”. Que 2019 seja um ano ainda mais produtivo para nós. Grande abraço!! Stay Metal and “…Listen todas the Inner Call”!!!!

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https://soundcloud.com/innercallofficial
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http://innercall.com.br/

Por: Jaime “TheMetalVox” Amorim

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