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SCALPED – “Synchronicity of Autophagic Hedonism” (Tales from the Pit/Heavy Metal Rock – 2018)

novembro 8, 2018 8:30 pm by: A+ / A-

Depois do bem sucedido EP “Psycopath” a banda lança seu primeiro álbum completo cheio de gritaria e insanidade. O “Synchronicity of Autophagic Hedonism” contém onze faixas do mais puro Death Metal mineiro com músicas pesadas e muitos apontamentos à realidade mundial. Com o pouco tempo entre uma faixa e outra, o disco possui quarenta e três minutos de um show extremo de pura profanação. A primeira faixa, “Fulminant Idiosyncrasy ” tem uma introdução fantástica que já mostra para quê os caras vieram.

“Final Round” é uma música apocalíptica que, como conseqüência das ações humanas, prevê (ou torce) que tudo irá queimar e não existirá deus para chorar! A música já começa pesada e é quebradeira até o final. Músicas como “Natural Disgrace”, “Overpopulation” e “Destruction and Chaos” escracham a realidade onde as maiores desgraças são conseqüência das atitudes humanas, além da idolatria ao dinheiro e controle midiático surgem como forma de dominação de massas. “Natural Disgrace” em especial tem três solos de guitarra avassaladores com viradas magistrais em compasso com a bateria pesadíssima.

A música de trabalho “Chemical Empire” lista de forma categórica as mazelas mundiais e atesta de forma fúnebre o império químico que domina e controla a sociedade. O solo de guitarra nessa música é incrivelmente bom. Contem ainda as faixas “Sadistic Evolution”, “Fuck your Opinion” e “Scalped”, onde os caras mostram uma consistência intrigante para seu disco de estréia. Além da “Psychopath”, que dá nome ao EP lançado em 2014. Nessa música dá pra sentir o peso do baixo que deixa a banda coesa.

O disco encerra-se com uma música instrumental, “Blood Pain and Feeling” que, mesmo com uma sonoridade mais lenta, reforça a maturidade da banda que respira Rock n Roll. Os solos de guitarra, idealizados e realizados por Thiago Macedo são arrasadores do início ao fim. Os vocais que variam do pigs squeal aos guturais mais sombrios reforçam o ar ameaçador das letras que, retratam de forma violenta a realidade mundial. O inglês carregado com sotaque mineiro mostra mais uma vez que Minas Gerais têm lugar garantido na cena underground. A bateria é pesada e marcante que caracteriza a velha escola Death Metal. O baixo duro dá uma base concisa para as músicas que são realmente pesadas na medida certa do mais puro Metal da morte, sem dever nada para as bandas estrangeiras.

Por: Marina Macêdo (compartilhado pelo Cangaço Rock Informativo)

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