domingo , 19 novembro 2017

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FALLEN IDOL – desconstruindo mitos….

junho 19, 2017 7:49 pm by: A+ / A-

A internet quando bem usada é sim uma importante ferramenta para bandas, selos, webmagazines, zines tradicionais divulgarem suas atividades. Foi assim que cheguei nesta banda do interior de São Paulo, mais precisamente de Arujá. Além do mais tenho que ressaltar que como a mesma  

1 – Pode parecer clichê, se for paciência kkk, mas o nome da banda me traz alguns questionamentos. Vocês ao decidirem por este nome queriam ser específicos em relação a um ídolo ou o conceito é mais amplo?

Marcio Silva (bass) – É um conceito mais amplo sim, trata-se do entendimento de que deuses, divindades, anjos, santos, seres mitológicos e todo tipo de amigo imaginário são absolutamente desnecessários hoje em dia. Temos países europeus com crescente número de ateus e até no Brasil vemos um certo avanço nesse sentido. Fallen Idol significa a obsolescência de deuses, sejam quais forem. Além do fato de ser o título de uma música do Cirith Ungol, já que somos três fanáticos pela banda desde que a conhecemos.

2 – Interessante e acho impressionante que o homem detentor de uma massa encefálica desenvolvida como tem ainda se prende a conceitos abstratos e imaginários como este, justificando sua pequenez diante do Universo e de da Natureza. Para explicar o que não consegue cria seres imaginários há milênios, só que alguns deu$es com uma abrangência e dominação maior: cri$tiani$mo, judai$mo e i$lami$mo. Engraçado que as três citadas têm muitos aspectos em comum, mas há séculos mata entre si, e na terra santa o que mais rola é o sangue dos filhos de deus kkkk.

Marcio – Sim, concordo plenamente Toda idolatria e fanatismo são extremamente nocivos e esse é um assunto que abordamos bastante e do qual ainda iremos falar.

3 – Fallen Idol é adepta da vertente que considero mais Cult e inteligente do Metal (foda-se quem discorda, kkk) que é o Doom Metal e cita como suas influências Black Sabbath, Candlemass, Cirith Ungol, Paradise Lost, Trouble e Celtic Frost. Eu não consegui identificar o que de Cirith Ungol e Celtic Frost vocês tem, porém na minha abstração até citei contigo que Solitude Aeturnus me veio à mente, alguns amigos que adquiriram “Seasons of the Grief” também relataram a mesma impressão. Agora ainda assim particularmente ouvi e ouço uma banda com identidade própria.

Marcio – A busca é sempre pela identidade própria, pois a banda que não desenvolve sua própria personalidade será sempre um pastiche de alguém maior. Ninguém precisa de dois Obituary, por exemplo. Sobre as influências, acho que isso nem sempre se identifica no som, propriamente dito. Pode ser na atitude, nas estruturas ou mesmo na decisão de aprender um instrumento e tocar em bandas. E talvez ainda não tenhamos a experiência e competência necessárias pra misturar no nosso som coisas tão marcantes e únicas como a sonoridade do “To Mega Therion” ou do “King of the Dead”… Um dia a gente chega lá! Essa coisa do Solitude Aeturnus é algo engraçado.

Nós crescemos nos anos 90 e não era fácil adquirir material de banda nenhuma, como você sabe muito bem. Solitude não era exatamente uma banda que você achava em “baciadas”, era tudo importado e caríssimo, eu mesmo só fui escutar a banda como gostaria muito tempo depois, quando passei a ter condições de adquirir o material. Então essa não é uma banda que costumamos citar como influência, já que não crescemos ouvindo. O pessoal costuma associar, muito provavelmente devido a alguma semelhança entre os vocais, mas eu acho que as comparações não sobrevivem quando você passa a nos ouvir com mais atenção e passa a perceber as diferenças. Eu mesmo não consigo associar nosso som ao Solitude Aeturnus ou ao Candlemass com Rob Lowe.

4 – Verdade o vocal do também guitarrista Rodrigo Sitta lembra o Rob Lowe, agora outro aspecto que gostaria de satisfazer minha curiosidade, Doom com uma line up centrada num power trio. Sempre foi este o formato que vocês desejavam?

Marcio – Bem no início a ideia era ser um trio mesmo. Tempos depois quisemos incluir um guitarrista, liberando o Rodrigo para cantar. Depois pensamos em incluir um vocalista, liberando o Rodrigo para tocar. No fim das contas não liberamos o Rodrigo de nada, pois sabemos que nunca vamos achar alguém que se encaixe na banda em todos os aspectos. Somos muito amigos antes de tudo, com certeza, com outra pessoa não teríamos mais a mesma dinâmica.

5 – Olhando agora que o segundo álbum da banda, “Seasons of the Grief” (2016), ora lançado em digipack inclusive e mais uma vez independente; podemos ver diferenças significativas entre este e o debut “Fallen Idol” (2015)?

Marcio – Muitas diferenças, sob todos os aspectos. Processo de composição mais apurado e arranjos mais trabalhados. Algumas músicas do primeiro eram composições antigas que ressuscitamos e fizemos questão de registrar: “The Forgotten Page” é de 1997 e “Mother Death” é de 2002.

Produção mais cristalina, com todos os instrumentos nítidos. Letras mais elaboradas. O fato de ter sido prensado e lançado oficialmente, pois o primeiro só foi disponibilizado em formato digital. São tantas as diferenças que a maior semelhança entre eles é o fato de que ambos trazem sete faixas! Eu ainda gosto do primeiro trabalho, mas o Seasons of Grief o superou em muito. E no próximo, buscaremos nos superar novamente.

6 – Verdade, apesar de vocês terem me enviado o debut em formato físico, não seria o caso de um momento propício relançá-lo fisicamente e com uma remasterização/remixagem?

Marcio – Sim, fizemos cerca de 100 peças em CD-R para divulgação e venda nos shows, a primeira leva esgotou e fizemos outra, muito bem feita, mas ainda em CD-R. Problema é que pra uma banda independente, relançar um disco significa investimento alto com baixíssimas chances de retorno. Se algum selo se interessar, podemos conversar claro. Ainda assim, acredito que o mais interessante seria regravá-lo, daí então mixar, masterizar…

7 – Seria interessante ver este debut num formato compatível com sua importância, apesar da crueza da produção ouvi um álbum muito bom. Mas vamos adiante, vida qu segue. E o que está por vir, já estão compondo algo novo? O que se pode ser dito neste momento?

Marcio – Muito obrigado! Aquele primeiro trabalho foi nosso ponto de partida e realmente tem sua importância pra banda! Sobre a pergunta, já temos nosso terceiro CD 99% escrito e ensaiado, faltam apenas algumas letras e detalhes nos arranjos de algumas faixas. O plano é começar a gravar no máximo em Setembro, se tudo der certo ele sai ainda em 2017.

8 – Excelente noticia, vamos mais além no questionamento. Já há ideia de um título, track list, arte gráfica?

Marcio – Esses detalhes ainda não foram definidos, mas em breve teremos tudo fechado.

9 – “Seasons of the Grief” vem colhendo ótimas impressões no meio metálico aqui no Brasil, fora deste o que está rolando de concreto? Uma possível distribuição e quiçá um lançamento?

Marcio – Distribuição ou lançamento fora do Brasil? Temos um selo parceiro que vem enviando alguns CDs para os Estados Unidos, Itália e Suíça, mas não há nada fechado com nenhum selo estrangeiro, por enquanto. Sobre a repercussão, realmente ficamos surpresos e muito agradecidos pelo retorno das pessoas. Resenhas muito elogiosas estão saindo e isso nos faz pensar que realmente fizemos um bom disco. Nossa meta agora é fazer outro ainda melhor!

10 – Acredito, piamente, que nossos visitante puderam conhecer um pouco mais da trajetória do Fallen Idol, fique à vontade para mandar sua mensagem final aos mesmos.

Marcio – Aqueles que quiserem saber mais, nos visite e curta nossa página do Facebook (https://www.facebook.com/fallenidoldoom), se inscreva no canal da banda no Youtube, pois em breve voltaremos com novidades! Muito obrigado pela entrevista, pelo apoio e pelo espaço!

https://fallenidol.bandcamp.com/

Por: Jaime “TheMetalVox” Amorim

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