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THE CROSS – debut álbum lançado…

março 14, 2017 7:30 pm by: A+ / A-

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Finalmente a espera se finda, Ethan! O debut da lendária, da pioneira, banda de Doom Metal baiana The Cross é lançado; com todos os percalços sofridos pela banda para o término do processo de composição e gravação – o guitarrista Elly Brandão lutara bravamente contra um câncer mas veio a falecer antes de ver o álbum lançado. Conversamos aqui com o mentor, na verdade a alma do The Cross, Eduardo “Slayer” Mota – figura impar da cena metálica baiana.

1 – Após o lançamento de “Flames Through Priests” havíamos trocado algumas ideias sobre o futuro do The Cross e naquelas ocasiões você me avisara que o que estava por vir no debut álbum da banda era algo inovador em termos de Doom Metal. Álbum lançado, explane para nossos leitores o que você quis dizer com isto, não acha que soa uma certa presunção?

Carlos Eduardo Mota (vocal) – Boa noite. Eu não acho presunção, inovação você tem sempre que buscar, no Doom não é diferente. Inovação sempre algo que devemos buscar mais seguindo a essência do estilo, foi o que fizemos neste álbum, voltando aos primórdios…

2 – Ok. Realmente ouvindo “The Cross” fica bem perceptível o distanciamento dos seus primórdios, as duas musicas “novas” que completavam “Flames..” já mostravam um novo caminho e posso até dizer que é metade do “caminho” para The Cross. Estou viajando ou você concorda?

Eduardo – Concordo, hoje o The Cross tenta criar sua própria linha de Doom. As pessoas falam em My Dying Bride, Anathema, Paradise Lost e esquecem que somos contemporâneos a estas bandas que tem seus estilos definidos, então não nos rotulamos dentro do Doom.

3 – Bom você citar isto, já que o Doom se fragmentou em muitos subestilos e no The Cross ouvimos de tudo um pouco sem se prender a nenhum em especial. Doom em sua essência, diria que numa veia mais tradicional, mas “flertando” com seus “afluentes”, suas subdivisões enfim. Foi esta a intenção primordial que guiou a banda no processo de composição de seu tão aguardado álbum?

Eduardo – Sim neste primeiro álbum demos ênfase ao início da nossa carreira, por isto o título é simplesmente “The Cross”. É essencial as pessoas ouvirem o álbum com o olhar para esta linha mais “antiga”, os primórdios do Doom Metal. Inovar fazendo o que hoje maioria não faz mais.

4 – Ainda sobre nossas conversas durante processo de composição do álbum…. Tu me dissera que visitara sanatórios para absorver a dor e a aflição das mentes perturbadas dos internos. Além disto, te pergunto tua própria dor de ter visto a morte cara a cara e até hoje carrega consigo as marcas em tua carne e a dor do já falecido guitarrista Elly que lutara bravamente contra um câncer miserável foram também panos de fundo para a parte lírica?

Eduardo – Sim exatamente tento buscar este sentimento em minhas letras e nas composições.a morte faz parte de minha sombra, sempre foi assim.

5 – Obra lançada. Imagino que muitos planos estão em curso, mas qual seria a impressão que o Elly teria ao poder pegar o cd e o por para rodar no cd player?

Eduardo – Ahaha, Elly ia dar muita risada e falaria podia ter ficado mais pesado.

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6 – Carambola, ainda mais? Ai ia derrubar as paredes de meu quarto cara kkkk. Citei planos, desde “Flames..” você tem em mente por o The Cross no cenário internacional do Doom, sem esquecer o nosso que no meu entender está cheio de excelentes bandas. Mas adiante para nossos visitantes o que a banda tem feito para pavimentar seu nome? Europa é o foco?

Eduardo – Toda banda quer ser vista em outros cenários. O The Cross é muito conhecido no exterior, temos muitos contatos. Mas no momento vamos trabalhar o disco no Brasil. Já fomos convidados para o festival “Malta Doom Metal” mais ainda não é hora.

7 – Então já que neste momento de lançamento do debut o foco é o Brasil uma tour está sendo arquitetada?

Eduardo – Como Brasil vive uma crise interminável fica difícil agendar shows em outros estados.

8 – Agora você ficou satisfeito com a arte gráfica? Em “Flames…” ela foi ofuscada por uma impressão gráfica chinfrim, desta vez a gravadora não se preocupou com custos e de fato proporcionou um material à altura da banda? NE: “The Cross” ainda não havia chegado a minhas mãos.

Eduardo – Rsrs, estamos satisfeito com nossa gravadora. Com certeza com outra capa seria perfeito para nosso EP. A arte tem a haver com as músicas do cd acho que no futuro vamos fazer algo mais abstrato.

9 – Em conversas que tivemos cogitamos lançarmos “The Cross” em vinil, infelizmente os custos são proibitivos e meu pequeno selo não tem/teve ainda fôlego ($$$) para partir para este formato. Mas esta ideia ainda está nos planos da banda?

Eduardo – Com certeza e com outra capa seria ótimo.

10 – Missão cumprida, debut álbum lançado e com a cara que você que é a alma da banda queria. Deixe para nossos visitantes sua mensagem final, fique à vontade.

Eduardo – Surpreendem os resultados deste disco, a resposta imediata de sua receptividade, perfeito isto. Estamos compondo material novo isto é apenas o começo,longa vida ao verdadeiro Doom Metal.

https://www.youtube.com/watch?v=VWX0_eu2pCA

Por: Jaime “TheMetalVox” Amorim

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